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O Flamengo ganha protagonismo na Seleção Brasileira às vésperas da estreia na Copa

As notícias que chegam dos Estados Unidos revelam que pelo menos uma torcida vai assistir Brasil x Marrocos com um sorriso no rosto: a do Flamengo.

Carlo Ancelotti deve escalar o seguinte time para enfrentar os marroquinos: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Matheus Cunha, Raphinha e Vinicius Junior. Se a formação se confirmar, os rubro-negros terão o privilégio de viver uma experiência rara nestes novos tempos de Copa do Mundo: acompanhar a Seleção Brasileira e enxergar uma parcela considerável de sua identidade em campo.

Danilo na direita, Alex Sandro na esquerda, Paquetá no meio-campo. Três titulares vinculados ao clube carioca em uma equipe formada por atletas espalhados pelas principais ligas da Europa. Como se isso não bastasse, Vinicius Junior, hoje o principal nome do futebol brasileiro, também foi revelado na Gávea. Foi ali que deu os primeiros dribles, despertou a atenção do mercado internacional e iniciou a trajetória que o transformou no craque capaz de decidir partidas pelo Real Madrid.

A forte presença rubro-negra chama a atenção porque ocorre em um contexto muito diferente daquele de outros tempos. Até o fim do século passado, era natural que os grandes clubes nacionais fornecessem a espinha dorsal da Seleção. Hoje, porém, os talentos mais promissores deixam o país cada vez mais cedo, atraídos pelos gigantes europeus ainda na adolescência.

Por isso, a presença de três titulares de uma mesma equipe brasileira em uma Copa do Mundo é algo incomum hoje em dia. Mais ainda porque não se trata de um elenco que exerce domínio absoluto sobre o futebol nacional. O Flamengo realiza uma excelente temporada, possui um dos grupos mais qualificados da América do Sul, mas ocupa a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Quem aparece no topo da tabela é o Palmeiras – curiosamente, sem nenhum representante entre os escolhidos de Ancelotti.

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Outro aspecto interessante é que nem mesmo entre os flamenguistas há consenso sobre algumas das escolhas de Ancelotti. Danilo e Alex Sandro desembarcaram no Rio cercados por expectativa após longa carreira na Europa, mas não são unanimidade entre os torcedores.

Se o Brasil fizer uma grande campanha, a numerosa presença de rubro-negros será interpretada como demonstração da força do clube. Se o desempenho ficar abaixo das expectativas, Ancelotti inevitavelmente será questionado sobre os critérios que o levaram a apostar suas fichas em jogadores ligados ao Flamengo.

Até que a bola role, uma certeza permanece. Se a Seleção pertence a todos os brasileiros, desta vez os flamenguistas terão razões de sobra para chamá-la de sua.

 

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Fonte: veja.abril.com.br

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