
Steven Spielberg abriu o jogo sobre o uso de inteligência artificial em Hollywood e deixou claro que, para ele, existe um limite que a tecnologia não deveria ultrapassar dentro do processo criativo.
Durante participação no podcast IMO, apresentado por Michelle Obama, na última quarta-feira (27), o diretor afirmou que vê a IA como uma ferramenta útil para produções audiovisuais, mas rejeita a ideia de substituir a sensibilidade humana em áreas criativas como roteiro, direção e construção narrativa.
“Use a IA como uma ferramenta, mas não a utilize como a palavra final sobre qualquer coisa criativa. É aí que eu estabeleço o limite”, afirmou.
Spielberg também explicou que não gostaria que sistemas de inteligência artificial interferissem diretamente em decisões artísticas fundamentais de um filme. “Não me diga como escrever o diálogo desse personagem. Não me diga para onde a câmera deve ir”, declarou o cineasta ao comentar o avanço da tecnologia na indústria audiovisual.
Outro ponto levantado pelo diretor foi a preocupação com a substituição de profissionais criativos por ferramentas automatizadas. “O que eu não gosto da IA é quando ela ocupa uma posição ou existe uma cadeira vazia na mesa dos roteiristas”, disse.
Na sequência, Spielberg reforçou que acredita que emoção, sensibilidade e experiência humana continuam sendo elementos impossíveis de reproduzir artificialmente. “Eu não estou disposto a substituir pessoas porque realmente não acredito em consciência artificial. Não acredito que exista substituto para a alma”, declarou.
“Um computador que acha que sente mais do que nós sentimos é algo completamente contrário à forma como fui criado e à maneira como vou exercer meu trabalho como produtor e diretor no futuro”, completou.
O post Steven Spielberg: “Não utilize a IA como a palavra final” apareceu primeiro em PAPELPOP.
Fonte: www.papelpop.com


