HomeEsportesQuem é o treinador galã que virou febre entre torcedoras

Quem é o treinador galã que virou febre entre torcedoras

No futebol, algumas histórias parecem roteiros de cinema. A de Hervé Renard certamente se encaixa nessa categoria. Aos 57 anos, o treinador francês voltou ao centro das atenções na Copa do Mundo de 2026 depois de receber uma missão improvável: assumir a seleção da Tunísia durante o torneio, apenas algumas semanas após ter sido demitido pela Arábia Saudita.

Renard não é um técnico qualquer. Seu nome entrou definitivamente para a história das Copas no Catar, em 2022, quando comandou a vitória da Arábia Saudita por 2 a 1 sobre a Argentina de Lionel Messi. O resultado foi uma das maiores zebras já registradas em Mundiais. Mais impressionante ainda: foi a única derrota sofrida pelos argentinos na campanha que terminou com a conquista do tricampeonato mundial.

Mas não foram apenas os resultados que transformaram o francês em celebridade. Alto, de cabelos grisalhos e sempre impecavelmente vestido à beira do gramado, Renard conquistou uma legião de admiradoras ao redor do mundo. Durante a Copa do Catar, vídeos, fotos e montagens com o treinador viralizaram nas redes sociais. Em muitos países, ele passou a ser tão comentado quanto alguns dos jogadores que estavam em campo.

A fama, porém, nunca foi acompanhada por uma carreira convencional. Antes de chegar ao topo do futebol internacional, Renard trabalhou como faxineiro, vendedor e técnico de equipes modestas. Aos poucos, construiu reputação como especialista em missões difíceis, principalmente na África. Conquistou a Copa Africana de Nações com a Zâmbia em 2012, num dos títulos mais surpreendentes da história do torneio, e repetiu o feito três anos depois com a Costa do Marfim.

O retorno ao Mundial aconteceu de forma inesperada. Demitido pela Arábia Saudita pouco antes da Copa, Renard parecia destinado a acompanhar a competição à distância. Tudo mudou quando a Tunísia sofreu uma goleada na estreia e decidiu trocar de treinador em pleno campeonato. A federação recorreu justamente ao francês, apostando na capacidade de reorganizar equipes em momentos de crise.

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Fonte: veja.abril.com.br

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